O recente incremento dos investimentos anunciados pela VOTORANTIM no segmento de produção de metais tem sido realizado ao amparo de um excepcional trabalho interno não visível ao público externo. Com o propósito de potencializar as disponibilizações orçamentárias – sobretudo dos projetos que incluam a aquisição de ativos estrangeiros – cada investimento submete-se a critérios de avaliação dos aspectos logísticos de compra dos equipamentos, produção no exterior, embarque ao Brasil, nacionalização e instalação de forma a conciliar cada uma dessas etapas à identificação e uso de benefícios fiscais e tributários. Tal trabalho foi iniciado em 2005 a partir da iminência dos investimentos, quando, através da Área de Suprimentos da VOTORANTIM METAIS, controladora do segmento de mesmo nome no Grupo, decidiu-se pela contratação da TRANSAEX como catalisador de todas as informações circulantes no ambiente interno voltadas à definição do escopo dos investimentos. “A necessidade de interposição de uma empresa externa deu-se em razão de duas premissas interdependentes, especialização e autonomia” diz o presidente da TRANSAEX, Paulo Eduardo Pinto. “Em um ambiente de demandas imensas e crescentes, principalmente quando se fala em investimentos, é difícil para uma empresa, mesmo do porte da VOTORANTIM, conseguir racionalizar todas as atividades necessárias à identificação, capacitação e uso de benefícios aplicáveis à operação que pretende. Nesse sentido, uma empresa que tenha especialização no tema e agilidade para estabelecer as interlocuções com as diversas áreas envolvidas, aumenta de forma extraordinária o potencial uso de benefícios”, continua. Os investimentos realizados sob tal escopo são decorrentes do aquecimento da demanda global e o conseqüente aumento no valor médio das respectivas commodities. Nesse contexto, o Grupo elevará a produção da SIDERÚRGICA BARRA MANSA para 700 mil ton/ano com investimentos superiores a US$ 70 mi já em execução na cidade de mesmo nome e construirá uma nova usina de aço a ser provavelmente instalada também no Rio de Janeiro com inversões superiores a US$ 180 mi. Além da flexibilização da matriz energética da unidade de beneficiamento de níquel em Niquelândia-GO com a implantação de uma caldeira a coque – cujo investimento total é de aproximadamente R$ 180 mi –, é previsto para 2008 e 2009, investimentos superiores a R$ 550 mi na construção de uma nova unidade para produção de ferro-níquel no mesmo município. Estão sendo aplicados ainda, R$ 383 mi na implantação da primeira unidade de polimetálicos do Brasil em Juiz de Fora-MG e valores relevantes em investimentos de grande importância nas unidades de produção de zinco de Três Marias e Vazante em Minas Gerais. “Nosso trabalho inclui a participação nos kick off com fornecedores estrangeiros, discussões com as áreas de Capex, engenharia e logística nacional e internacional, identificação, capacitação ao uso, formalização de pleitos, obtenção e fruição de benefícios fiscais, auxílio na gestão de todas as etapas do processo de importação e realização pessoal de diligenciamentos técnicos, fiscais e de embarque junto a fornecedores no estrangeiro – conforme já realizados na Alemanha, Espanha, Itália, Finlândia, EUA, Canadá, China e Tailândia – comenta José Luís Hormazábal, Diretor Técnico da TRANSAEX. “Para tanto, é fundamental um bom nível de maturidade corporativa da empresa contratante e o apoio irrestrito do seu corpo diretivo, visto as diversas nuances que têm que ser casadas com os prazos definidos em benefício dos projetos”, conclui. Os investimentos perfazem um total superior a R$ 1,2 bi e o trabalho executado torna-se benchmark na estrutura do Grupo VOTORANTIM, visto as economias financeiras e as facilidades logísticas já alcançadas. |