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 Indústria Chinesa passa a Japonesa e já é a 2ª do mundo
[04/03/2010]
Por: Folha de São Paulo com Agências Internacionais

 

Em nota divulgada em Viena, a Onudi assinala que, de acordo com suas estimativas, a participação da China no valor agregado industrial de todo o mundo chegou a 15,6% em 2009, maior que os 15,4% do Japão e menor que os 19% dos EUA. "Os três países, juntos, são responsáveis por metade da produção industrial do mundo", diz a nota.

As conclusões foram tomadas com base nos dados publicados pelo Relatório Internacional de Estatísticas Industriais, de 2010. Apesar dos números absolutos de produção da China, que a colocam em segundo lugar, as estatísticas revelam que o Japão continua o país mais industrializado do planeta "em termos de valor agregado industrial per capita".

O relatório aponta que os efeitos da crise financeira no crescimento industrial foram sérios para os países ricos, mas "relativamente suaves" nas nações em desenvolvimento. Prova disso é que em 2009 Índia e Brasil ficaram entre os dez países com maior produção industrial, em quinto e décimo lugares, respectivamente.

Bônus Chineses

Os agentes reguladores das atividades bancárias da China tomarão medidas para limitar as gratificações dos empregados de bancos e evitar riscos excessivos, informou ontem o diário oficial China Daily.

Segundo as novas regras citadas pelo jornal, as gratificações não poderão em nenhum caso triplicar o salário base dos empregados. Além disso, não poderão ser aumentadas se o comportamento do banco no ano anterior (em conceitos como lucro ou administração de riscos) não se ajustarem a determinados critérios estabelecidos pelo organismo regulador.

O diário afirma que as medidas são tomadas porque atualmente "os bancos criam riscos excessivos, pondo em perigo a segurança das empresas".

A norma também obriga a direção do banco a criar uma equipe especial dedicada à gestão das remunerações. Um terço dos membros dessas equipes terão de ser profissionais de economia. A crise financeira mundial não afetou muito o setor bancário chinês, mas abalou a economia em geral.

No entanto, o governo chinês teme que as medidas de estímulo iniciadas em 2009 e 2010 para atenuar a crise (entre elas a promoção do consumo e os créditos) criem riscos em setores como o financeiro. Por isso, a partir deste ano serão feitos ajustes para evitar um superaquecimento da economia.

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